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06/07/2021
 Por wolfhound9111 Por wolfhound9111

A testosterona é um hormônio responsável pelas características androgênicas do ser humano, ou seja, pelas características masculinas. A mesma está presente tanto em homens, quanto em mulheres. Segundo o médico André Manoel, que atua com medicina de estilo de vida, as mulheres também precisam desse hormônio, só que em níveis bem menores que os homens.

“É importante compreender que por ser um hormônio, a testosterona age no nosso cérebro, nos órgãos reprodutores, músculo, coração, gordura, enfim, em todos os nossos tecidos corporais”, compartilha o médico que destaca ainda que muitas pessoas acabam relacionando a testosterona com músculo, estética, hipertrofia, com um corpo esculpido, porém ela vai muito além disso.

Mas, e como saber os níveis de testosterona de cada pessoa? Manoel explica que o melhor caminho é passar por uma avaliação médica. No entanto, o médico diz que isso só deve ser feito se houver alguma indicação.
“Se houver mesmo a necessidade de fazer essa avaliação, são solicitados alguns exames de sangue para identificar a dosagem de testosterona total e livre, de di-hidrotestosterona, SHBG, e em alguns casos será preciso fazer exames de imagem, ou outros exames de sangue mais específicos e individualizados que vão conseguir identificar como está a produção hormonal”, destaca.

Atenção aos 40 anos

De acordo com o médico, por volta dos 40 anos, em alguns casos um pouco antes, os homens podem identificar uma série de sintomas que podem estar relacionados com a redução da produção de testosterona, a chamada andropausa.

Entre os sintomas estão: cansaço, redução do desejo sexual, aumento do acúmulo de gordura abdominal, perda importante de massa muscular, mais dificuldade na hora de praticar exercícios físicos, entre outros.

“Quando temos esse quadro clínico, somado ao diagnóstico laboratorial de níveis baixos de testosterona, podemos concluir que o homem está na fase da andropausa. Que nada mais é do que a redução da produção hormonal decorrente do processo de envelhecimento”, explica.

E para ajudar neste momento, o médico destaca que existem diversas opções terapêuticas que ajudam na reposição da testosterona e que a mesma deve ser definida de acordo com cada indivíduo.
Pequenas mudanças que podem ajudar

Algumas mudanças e a busca por um estilo de vida mais saudável podem ajudar na manutenção dos níveis de testosterona. Segundo o médico, são dicas que podem ser seguidas por homens e mulheres também.
Dentre as orientações estão: dormir antes das 23 horas e ter pelo menos 8 horas por noite, fazer a prática de atividades físicas regulares, principalmente de força para aquisição de massa muscular e seguir uma alimentação equilibrada. Importante que a mesma seja focada numa diversidade de micronutrientes, incluindo zinco, magnésio, selênio e ainda que tenha uma quantidade adequada de proteínas.

“Os homens de um modo geral comem mal, bebem mais, dormem menos, fumam mais do que as mulheres e também demoram muito mais a ter diagnósticos de algumas doenças crônicas, pois, não costumam fazer consultas regulares”, enfatiza Manoel.

O médico acrescenta que é importante manter um equilíbrio nos níveis de testosterona, pois a deficiência do hormônio, bem como o excesso da mesma, pode ser risco de desenvolvimento de uma série de doenças.

Testosterona e a Covid-19

Alguns estudos científicos demonstraram que o vírus do coronavírus pode utilizar a testosterona e que o hormônio pode facilitar a entrada do vírus nas células e também a replicação da doença no corpo. Segundo o médico, isso causou um burburinho, tanto na comunidade científica, quanto no público leigo, pois muita gente queria saber de fato o que isso poderia significar.

O que os estudos apontam é que os homens com Covid-19 tendem a morrer mais, mas isso pode estar relacionado também ao estilo de vida, já que o público masculino tende a cuidar menos da saúde do que as mulheres.

“As pesquisas mostraram ainda que pessoas com níveis de testosterona muito alto, de modo geral aquelas que usam testosterona de modo inadvertido e sem acompanhamento médico podem sim ter casos mais graves do novo coronavírus”, completa o médico.
Fonte: Revista News