• Sertãozinho: 16 3942 7113 / Ribeirão Preto: 16 3963 6500
  • Seg - Sex.: 07h às 19h
05/10/2020
 Por twenty20photos Por twenty20photos

O estudo do microbioma cérvico vaginal desperta curiosidade e é um desafio até mesmo para os estudiosos no assunto. Entre os principais fatores da história natural do câncer de colo uterino, está a infecção por HPV oncogênico. Mas a grande dificuldade é diferenciar as mulheres nas quais a infecção irá clarear sem qualquer dano, daquelas em que a doença irá se desenvolver, resultando em riscos de neoplasia do colo uterino.

Para elucidar a questão, o Congresso Online SOGESP 2020 apresenta o DBI G 7 “Microbioma do trato genital e carcinogênese”, em 22 de setembro, às 20h. “Até recentemente, só conseguíamos acessar os chamados “cofatores da carcinogenese cervical” com questionários epidemiológicos. Atualmente, estudos da microbiota são possíveis utilizando coletores especiais. Assim, esperamos desvendar os elementos que realmente interferem na questão”, explica dra. Cecília Maria Roteli Martins, presidente da Comissão Nacional Especializada (CNE) de Vacinas da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e coordenadora da discussão.

Segundo a especialista, as pesquisas recentes têm mostrado que a interação da microbiota com o sistema imunológico do hospedeiro pode estar associada com a persistência de infecções, como o HPV, e, portanto, relacionada à carcinogênese do trato genital inferior.

“Abordaremos o papel dos lactobacilos no mecanismo de defesa cervico-vaginal, a disbiose como cofator para a carcinogênese e a oportunidade de uso da microbiota para intervenções terapêuticas”, conta dra. Cecília.

Os palestrantes convidados são Andréa da Rocha Tristão, responsável pelo Ambulatório de Infecções Genitais Femininas do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (UNESP); André Luis Ferreira Santos, professor doutor responsável pela Disciplina de Ginecologia do Departamento de Medicina da Universidade de Taubaté (UNITAU); Neila Maria de Góis Speck, presidente da CNE de Trato Genital Inferior da FEBRASGO; e Maricy Tacla Alves Barbosa, médica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).